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BATE PAPO SOBRE SAÚDE MENTAL - NOITE DE AUTÓGRAFOS
E Ai Maluco Beleza! Vc quer saber o que rola na Saúde Mental! Hospício, manicômio, drogadição, eletrochoque, confinamento, deixar sua mãe ou seu mano querido internado, o que acontece? Venha trocar algumas figurinhas com a gente, sobre loucura e confinamento. Soluções! Quais? Vamos discutir...?

Carrano estará no programa Mulheres da TV Gazeta terça feira, dia 15 debatendo saúde mental com psiquiatra convidado pelo programa.



O AUTOR NA PRAÇA, JORNAL DA PRAÇA & BAR DO JEOVÁ



Apresentam



Bate papo e noite de autógrafos do livro Canto dos Malditos



Com a presença do autor Austregésilo Carrano Bueno O livro Canto dos Malditos narra a história vivida por Carrano, que originou o filme Bicho de 7 Cabeças. O livro e o filme influenciaram no quadro da Reforma Psiquiátrica no Brasil e da Luta Antimanicomial.



SERVIÇO – Bate papo e noite de autógrafos do livro Canto dos Malditos

Dia 15 de agosto, Terça-Feira, 19h30h – Entrada Franca



Bar do Jeová

Rua Teodoro Sampaio, 1065 – Pinheiros – Tel. 3064 3808

(em frente a Praça Benedito Calixto)



Informações: Edson Lima – Tel. 3085 1502 / 9586 5577 – oautornapraca@oautornapraca.com.br



Sobre o livro Canto dos Malditos – O livro permaneceu censurado e retirado de todas as livrarias do país por dois anos e meio por ordem judicial. O livro de Austregésilo Carrano Bueno é um precioso documento sobre os abusos cometidos em hospitais psiquiátricos brasileiros e deu origem ao premiadíssimo Bicho de Sete Cabeças, da cineasta Laís Bodanzky. A nova edição conta ainda com um posfácio inédito, que dá ainda mais profundidade e atualidade à obra.

Canto dos malditos é um texto biográfico em que o escritor curitibano Austregésilo Carrano Bueno narra sua via-crúcis pelos hospícios de Curitiba e do Rio de Janeiro. Aos 17 anos, em 1974, ele era um jovem cabeludo roqueiro e rebelde, mas excelente aluno preparando-se para o vestibular para comunicação. Fumava esporadicamente maconha e às vezes ele e sua galera drogavam-se com as boletas vendidas nas farmácias, medicamentos de uso restrito, embora não pudesse ser considerado um viciado. Certo dia, o pai de Austry (Carrano), como ele era chamado, encontrou uma trouxinha da erva alucinógena em sua jaqueta. Sem nem ao menos conversar a respeito do assunto com o filho, ou procurar a orientação de um psicólogo, ele o internou a força num hospital psiquiátrico de sua cidade, Curitiba, para desintoxicação. Foi quando começou o horror do autor.

Ao longo de um ano de internação, Austry (Carrano) foi submetido a varias sessões de Eletroconvulsoterapia (eletrochoque), além de ser obrigado a ingerir cerca de 15 a 20 comprimidos diários. Ele, que então se preparava para o vestibular, passou a viver confinado por mais de três anos e meio. No fim do torturante "tratamento", o jovem rebelde e cheio de vida havia se transformado num ser abobalhado, sem vontade própria, incapaz de se concentrar em qualquer atividade ou mesmo de abotoar uma camisa, com o organismo repleto de substâncias químicas cujos nomes ele jamais saberá. E tudo isso foi feito sem que médico psiquiatra algum o examinasse ou lhe dirigisse a palavra, nem mesmo no ato da internação.

Quando saiu do primeiro Chiqueiro Psiquiátrico, Hospício, Austry (Carrano) já não tinha condições de conviver com as pessoas ditas normais. Desajustado pelos eletrochoques, pela sedação pesada e torturas variadas, ele acabou sofrendo também nas mãos da polícia, que lhe proporcionou doses extras de humilhação e espancamento. O próprio Austry pediu para voltar ao sanatório – ele agora preferia conviver com os seus em sofrimento mental, pois o haviam transformados num deles. Dos 17 até os 21 anos, ele foi internado em vários Chiqueiros Humanos que chamam, ainda hoje, de Instituições Psiquiátricas, sempre tendo todos os seus direitos desrespeitados. Austry passou dias e dias amarrado à cama ou trancafiado em cubículos escuros e imundos, semelhantes às solitárias das penitenciárias. Ele recebia injeções diárias, aplicadas sem o menor cuidado, o que lhe rendeu feridas, inchaços e infecções. Por vezes, quando implorava por um sedativo que lhe amenizasse as dores insuportáveis, tudo o que ele obtinha era uma nova surra, aplicada por profissionais de saúde irresponsáveis e criminosos.

Em 1990, superados todos esses horrores – mas com traumas e seqüelas, pois quem é torturado nunca esquece – Austregésilo Carrano Bueno publicou Canto dos Malditos, em que relata todos os horrores por que passou. Em 1996 seu livro foi liberado para o cinema, dando origem ao filme Bicho de Sete Cabeças, que conquistou 57 prêmios, oito deles internacionais inclusive o melhor filme, roteiro, direção, e ator no festival de Cinema de Biarritz na França em 2001. Entretanto, em abril de 2002, o livro foi cassado e proibido de ser comercializado e divulgado devido a uma ação judicial movida pela família de um dos médicos citados no texto e por um Lobby de Psiquiatras. Sob a alegação de calúnia e injúria, a biografia “Canto dos Malditos”, que tem como padrinho o escritor e poeta curitibano Paulo Leminski, saiu de circulação.

Agora, adotado por mais de 12 universidades, colaborando para a formação de profissionais de medicina, psicologia, psiquiatria, sociologia, humanas e direito, Canto dos Malditos finalmente pôde voltar às livrarias e bibliotecas, acrescido de um posfácio em que o autor conta detalhes do processo de cassação, explica como o filme de Laís Bodanzky colaborou para a aprovação da Lei Federal de Reforma Psiquiátrica, defende a tese de que a omissão da sociedade e o regime militar foram os maiores responsáveis pelo que chama de “Holocausto Psiquiátrico Brasileiro” e pelas “Fortunas Psiquiátricas Ilícitas”. Reafirma a importância na Reforma Psiquiátrica Brasileira o papel do Movimento Nacional da Luta Antimanicomial agora pela luta e conquista da construção da “Rede Nacional de Trabalhos Substitutivos” aos “Hospitais Psiquiátricos”, que hoje conta com admiração e apoio da O.M.S (Organização Mundial da Saúde). Faz parte do MNLA, e é representante nacional dos usuários na Comissão Intersetorial de Saúde Mental de Reforma Psiquiátrica do Ministério da Saúde. A nova edição também omite por precaução da Editora Rocco, e não do autor, os nomes verdadeiros das pessoas citadas, mas dando nomes semelhantes, embora a obra tenha sido liberada pela Justiça em sua versão original e completa.

Canto dos Malditos - 192 págs. - R$ 30,00



Sobre AUSTREGÉSILO CARRANO BUENO - Curitibano, escritor, ator, dramaturgo. Autor de dois livros editados: “Canto dos Malditos” e “Textos – Teatro – Seis peças para Teatro”. Com três peças já montadas. E acaba de dirigir sua adaptação para Teatro, à peça “Canto dos Malditos” que estreou na II Semana Afro-brasileira no Paraná, no maior Teatro da América Latina, o Teatro Guaíra em Curitiba, onde o público aplaudiu por mais de cinco minutos as apresentações, que se seguiram de debates sobre a Reforma Psiquiátrica no Brasil. Está à procura de apoio e patrocínio para poder viajar para outras cidades brasileiras com a aterrissagem de “Canto dos Malditos” também nos Teatros. Seu terceiro livro: “Filhas da Noite” a ser lançado em 2005 estará levantando novas polêmicas, função básica dos escritores tidos como os “Bons Malditos”.

O livro “Canto dos Malditos” deu origem ao Filme mais premiado da história do cinema brasileiro: “Bicho de Sete Cabeças”, com 45 prêmios nacionais e 08 prêmios internacionais, ao todo são 53 prêmios conquistados. O trabalho de Carrano, hoje é conhecido nacional e internacionalmente, envolvendo a questão da Reforma Psiquiátrica no Brasil. Como ele exige e defende: “Temos que ter uma nova visão e maneira de tratarmos, sem preconceitos, respeitando seus direitos de cidadão, e aceitando o diferente que se encontra em sofrimento mental. Um basta definitivo no confinamento, sedação e experiências principalmente com a Eletroconvulsoterapia com cobaias humanas, essas ações são crime contra o cidadão e a humanidade. Confinar não é tratar, é Torturar, portanto, são crimes psiquiátricos que devem ser cobrado responsabilidades judiciais e serem pagas indenizações as Vítimas”.

Carrano foi homenageado pelo Presidente da República Sr. Luiz Inácio Lula da Silva, no dia 28 de maio de 2003, pelo seu empenho na Reforma Psiquiátrica, que está sendo construída em todo o Brasil; Porém, todo esse empenho e reconhecimento, têm-lhe cobrado um grande preço, na sua terra natal. Em Curitiba, um Lobby de Psiquiatras, contrários às ideologias de Carrano, e do Movimento Nacional da Luta Antimanicomial, são eles, opositores ferrenhos a Reforma Psiquiátrica no Brasil. Esses Empresários da Loucura, donos e associados dos hospitais psiquiátricos, vem lhe fazendo perseguições indecentes, constantes e aviltantes, já há alguns anos, desde que lançou seu livro em 1990, pela Scientia et Labor, Editora da Universidade Federal do Paraná. Dias após o lançamento, o livro foi retirado das livrarias a mando desse Lobby de Psiquiatras. Retornando a edição só em 1991, pela Editora Lemos, de São Paulo, onde comprava a Edição e a vendia em seminários, palestras, feiras culturais. Chegou a vender sete edições sem ser vendido em livrarias.

Em 13 de maio de 1998, Carrano entrou com a primeira “Ação Indenizatória” por erro, tortura e crime psiquiátrico no histórico forense brasileiro. De lá para cá, uma de suas rotinas tem sido responder a processos jurídicos de todos os tipos, até um processo que exige que ele se cale, proibindo-o de falar de sua experiência dentro dos chiqueiros psiquiátricos que foi torturado. Perseguições judiciais que vem recebendo, e ameaças a sua vida, são repudiadas pela sociedade brasileira, causando indignação em ongs nacionais e internacionais de Direitos Humanos. O livro “Canto dos Malditos” foi cassado, retirado novamente das livrarias e proibido em todo o território nacional, agora em abril de 2002. Da primeira Ação Indenizatória por erro, tortura e crime psiquiátrico no Brasil, de vítima virou réu, em maio de 1999 foi condenado a pagar R$ 60.000.00 aos Donos dos Hospícios. Está recorrendo no Supremo Tribunal Federal em Brasília.

Condenado novamente em novembro de 2003, a pagar mais R$ 12.000.00 em vinte e quatro horas, por citar os nomes dos hospícios e dos médicos na imprensa. Sofrendo também ameaças de morte. Está seu direito de livre expressão, proibida com sentença maior, se falar o nome de seus torturadores, a sentença é de R$ 50.000.00 a cada desobediência jurídica. Julgado pelo Judiciário Paranaense, de Vítima da Tortura Psiquiátrica hoje é Réu, quase um criminoso por denunciar, exigir mudanças radicais, indenizações, cobrança de responsabilidades dos profissionais dessa falsa psiquiatria que confina, droga e matam pessoas em suas casas de extermínios, os chiqueiros psiquiátricos brasileiros. Paga o preço por enfrentar essa Máfia do Inconsciente, donos exclusivos e ditadores do “Saber Psiquiátrico!”.

Querem o calar, custe o que custar. Hoje é sem dúvidas um artista, revolucionário, guerreiro dos Direitos Humanos, e dos mais polêmicos do Brasil. Agora retorna as livrarias o seu livro “Canto dos Malditos” depois de dois anos e meio cassado e retirado de todas as livrarias brasileiras. Um dos únicos livros proibidos depois do fim da Ditadura Militar. Voltou às livrarias em setembro de 2004, com um posfácio mais picante, denunciando os crimes psiquiátricos e também as fortunas psiquiátricas ilícitas. Cobrando, exigindo “Indenizações” imediatas às Vítimas do Holocausto Psiquiátrico Brasileiro... “A Luta pelas nossas conquistas de todos os Direitos Sociais de nós “Vítimas Psiquiátricas”, está apenas começando, agora que a cobra vai fumar!...” Afirma Carrano.



Sobre o filme Bicho de 7 cabeças - Dirigido por Lais Bodanzky, roteiro de Luiz Bolognesi, o filme Bicho de 7 cabeças é um dos mais premiados filmes de toda a cinematografia brasileira. Conquistou 53 prêmios, sendo oito internacionais. No Festival de Cinema de Biarritz, em 2001, na França, ganhou quatro prêmios: melhor filme, melhor direção, melhor ator e melhor roteiro. Bicho de 7 cabeças origem na história do livro Canto dos Malditos, de Austregésilo Carrano Bueno, foi fundamental na aprovação da Lei Federal de Reforma Psiquiátrica n 10.216/abril de 2001. Ganhou sete prêmios no Festival de Brasília do Cinema Brasileiro e dois extrafestival, em novembro de 2000. Sensibilizou uma cidade, os políticos e mais tarde o país. O então ministro da Saúde José Serra pediu a Laís Bodanzky uma apresentação particular para todo o Ministério da Saúde, o que foi feito depois do festival. Em abril do ano seguinte, foi aprovada a Lei de Reforma Psiquiátrica no Brasil. Participam do filme os atores Othon Bastos Rodrigo Santoro, Kássia Kiss, Jairo Matos, Gero Camilo, Caio Ciocler, Valéria Alencar, Lineu Dias, Carlos Careqa entre outros.



(...) “Houve grandes filmes nesses anos todos, mas o melhor e mais visceral continua sendo Bicho de Sete Cabeças, de Laís Boanzky (...)”.



Luiz Carlos Merten, trecho de artigo publicado em O Estado de São Paulo de 28/09/04, matéria sobre os melhores filmes nacionais da década.



SINOPSE: Como todo adolescente. Neto (Rodrigo Santoro) gosta de desafiar o perigo e comete pequenas rebeldias incompreendidas pelos pais, como pichar os muros da cidade com amigos, usar brinco e fumar um baseado de vez em quando. Mas seus pais (Othon Bastos e Cássia Kiss) levam as experiências de Neto muito a sério e sentindo que estão perdendo o controle, resolvem trancafiá-lo num hospital psiquiátrico. No Manicômio, Neto conhece uma realidade desumana e vive emoções e horrores que ele nunca imaginou que pudessem existir. A premiada trilha sonora do filme mistura Arnaldo Antunes, André Abujamra, rap e punk rock nacional. Maiores informações sobre o filme: www.uol.com.br/bichodesetecabecas .












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